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Israel Belo de Azevedo

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Minha História (Em flashes)

1952_____          

          Nasci em Guararema, hoje município de Nova Venécia (norte do Espírito Santo).
          Meus pais se mudaram algumas vezes e se fixaram em Campo Grande, na região metropolitana de Vitória (ES).
          Depois meu pai (Derly Franco de Azevedo) foi estudar teologia no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Eu tinha 13 anos.
          A próxima cidade foi Cianorte (norte do Paraná), onde foi pastorear. Daí saí aos 19 para fazer o mesmo Seminário, onde foi aluno e por 11 professor de metodologia da pesquisa e história.
          Nesta cidade, estudei teologia (graduação e mestrado livres, no Seminário do Sul) e também comunicação (UFRJ), história (pós-graduação, UFF), filosofia (doutorado, UGF).
          Próxima parada: Belo Horizonte (4 anos), trabalhando na Visão Mundial.
          Nova parada: Piracicaba (SP), atuando na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimed), como professor e editor, por 6 anos.
          Nova parada: Rio de Janeiro (RJ), atuando na Universidade Gama Filho, como diretor e vice-reitor acadêmico.
          O pastorado de uma igreja (Igreja Batista Itacuruçá) chegou em dezembro de 1999, depois de 24 anos de formado em teologia.
          Desde 1996, vivo no Rio de Janeiro (no bairro da Tijuca), pastoreando, ensinando, escrevendo, editando.
          Casado desde 1978 com Rita, temos uma filha: Rachel.


MOMENTOS

_____1952_____
Em Guararema, eu era apaixonado por uma bezerra.
Reza a tradição familiar que eu bebia leite nela.
Algumas imagens me passeiam, poucas e vivas, boas de recordar.
Conferem com a realidade? Nunca mais voltei lá.

_____1956, talvez_____
Em Santo Onofre, nunca me esqueci.
Vi um homem sendo arrastado morro acima
Amarrado numa corda puxada por um cavalo.
Injustiça eu vi.
Essa imagem é o farol do meu senso de Justiça,
Que sempre segui.
Essa imagem não me persegue:
Só não me deixa esquecer
Para que viver.

_____1958, talvez_____
Em Alto Rio Novo, meu tio Lick dirigia um caminhão Fargo.
Às vezes eu subia e girava o volante da utopia.
Tive minha primeira certeza: motorista eu seria.
De caminhão. Sábio, meu pai dizia:

— Você vai ser engenheiro e projetar caminhões.

Errou mas redirigiu meu sonhos, sem me tirar as ilusões.

_____1960, talvez_____
Eu morava na beira de uma linha de trem,
Por cujos trilhos brincava.
Eu me equilibrava.
Às vezes de um colega no outro trilho
Minha mão tocava.
Ali minha teologia se formava,
Sem livro esta,
Mas sã:
Ciência e fé são dos dois trilhos
Que não podem se separar nem se tocar.
Como depois aprenderia com Alan Richardson em “Apologética Cristã”.

_____1961_____
Com nove anos, aprendi a ler.
(Não podia ir à escola por causa do ouvido ruim.)
Um livro de presente ganhei.
Caçadas de Pedrinho, ficção.
Ganhei outro livro:
Canções da Primavera, poesia.
Amei o pó de pirlimpimpim
Achei que poeta seria.
Nessa época eu perdia tudo:
Chaves, documentos, recados, dinheiros.
Muitas vezes apanhei,
Mas até hoje não mudei.
Há chance para mim?

_____1963, talvez
Saturnino José Pereira, pastor-orador, contou,
Como lembro:

“Um homem se aproximou do púlpito
Para o apunhalar o pregador.
Né Vilela se interpôs e a facada tomou.
A partir daí o pregador passou a dizer:
— Dois morreram por mim, Cristo e Né Vilela”.

Algum tempo depois,
Saturnino me batizou.

_____1966_____
O trem que nos levava para o Rio de Janeiro descarrilou.
Susto e fome.
Foi o que ficou.

No Seminário do Sul,
Havia uma biblioteca que depois ajudei a encher.
Ia pouco lá. Era para os grandes.
Eu me contentava com uma num quarto fechado:
Eram os livros de um missionário.
Eu me encantei com Humberto de Campos.
Dele tudo li.
Esqueci.
Menos o estilo.
Na igreja Rubens e Nadir escreviam no quadro
Para os adolescentes:

“Um homem vale pelo que diz,
Diz pelo que pensa,
Pensa pelo que lê”.

Nunca esqueci.

_____1967_____
Nas férias
Em Campo Grande meu tio Elias
Guardava seus livros na casa dos meus avós.
Tinha a coleção completa de Machado de Assis.
Li toda,
Completamente apaixonado.
Desta bagagem nunca me desfiz.

 

_____1969_____
Escrevi a letra do hino de Cianorte,
Minha então cidade.
Acho que nunca o cantaram.
Escrevi e dirigi peças de Natal, uma por ano.
Liderei uma passeata,
Que terminei em pé num muro
Pedindo faculdade ao prefeito,
Com quem convivi no gabinete,
Eu, repórter e redator do jornal da cidade.

_____1972_____
Quando me entrevistaram para ser aluno no Seminário,
Perguntaram-me o que eu queria.
Respondi, ousado:

— Vim aprender para ser professor aqui.

Os mestres se entreolharam.
Agora a Biblioteca era para mim.
Praticamente tudo em inglês.
Li muito com um dicionário ao lado,
Até me tornar independente quando lia.
Ali passava horas, umas oito por dia.

_____1976-1986_____
Professor.
Professor de história.
Eu soube que o seria 
Quatro dias antes do início.
Virei noites.
Virava noites estudando.
Viro noites.
Aluno, professor,
Convivi com David Malta Nascimento
(“O tempo é o meu aliado”),
Forte no compromisso social.
Aprendi muito (quase tudo o que sei)
Com Darci Dusilek,
Meu Barnabé.
Tive alunos, fiz amigos.

_____1980_____
“As cruzadas inacabadas: introdução à história da igreja na América Latina”,
Meu primeiro livro.
Autor, revisor (péssimo) e editor.
Noites na casa do amigo Gilton Medeiros Vieira para o diagramar.
Recurso tudo rudimentar.
O primeiro livro a gente não esquece.
É semente pequena, mas floresce.

_____1986-1990_____
Na Visão Mundial, 
Com Darci Dusilek,
Viajei pelo Brasil e pela nossa América,
Sempre juntando gente
Pela Justiça.

_____1991-1996_____
Na Unimep,
De tantas coisas para sempre,
Como os livros publicados,
As revistas criadas e indexadas,
Ficou vivo o convívio com o reitor
Almir de Souza Maia (1945-2015),
Um homem extraordinário
De quem foi assessor e editor.

 

_____1997-1999_____
No Rio de Janeiro,
Pela terceira vez (1966, 1972, 1997),
Na Gama Filho onde fôra antes professor,
Para ser diretor do curso de comunicação,
Depois vice-reitor acadêmico.

_____Desde 1999_____
Pastor da Igreja Batista Itacuruçá.
No dia da minha consagração,
Quando acabou, só depois que acabou,
Meu pai me confessou:

— Quando você bebê e esteve muito doente 
Eu eu sua mãe oramos 
E decidimos dedicar e entregar
Você para ser pastor.
Nunca falamos,
Mas agora que aconteceu podemos lhe revelar.

Que sabedoria!
Só me resta declarar.

Pastorear é aprender.
Pastorear é de Deus depender.
Pastorear é escolher.
Pastorear é acompanhar.
Pastorear é amar.
Tenho me esforçado.

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